INSS terá que indenizar idosa dada como morta por erro em sistema
Adriane Bramante explica prova de vida INSS

Patrícia Steffanello | Assessoria de Comunicação

Imagem: Pixabay

A Justiça Federal de Londrina condenou o INSS a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a uma idosa que teve benefícios suspensos após ser considerada morta por engano. A mulher, com mais de 80 anos, recebia pensão por morte e aposentadoria rural por idade quando os pagamentos foram interrompidos em 2023.


O problema começou por causa de uma certidão de óbito emitida indevidamente em nome da segurada em 2014. O erro já havia sido corrigido pela Justiça Estadual em 2017, que determinou a retificação do registro civil. Mesmo assim, anos depois, o INSS voltou a tratar a idosa como falecida em seus sistemas.


Segundo a Justiça Federal, a autarquia suspendeu os pagamentos sem fundamento, mesmo depois de a situação da mulher já estar regularizada oficialmente. Os benefícios só foram restabelecidos em julho de 2023, após um novo pedido administrativo.


A idosa foi representada no processo por um curador, em razão de diagnóstico de demência e perda progressiva de memória. Para o juiz federal substituto Vinícius Sávio Violi, da 4ª Vara Federal de Londrina, o uso de cruzamento automatizado de dados não justifica a utilização de informações desatualizadas pelo INSS.


Na decisão, o magistrado afirmou que não havia motivo para suspender os benefícios por suspeita de óbito, já que a situação da segurada tinha sido corrigida anos antes. Ele também rejeitou a alegação do INSS de que a medida faria parte do dever da Administração Pública de revisar seus próprios atos.


O juiz entendeu que a suspensão indevida ultrapassou os limites de uma simples revisão administrativa e gerou dano moral presumido. A indenização foi fixada em R$ 15 mil porque a idosa ficou sem assistência por cerca de dois meses, viveu com valores baixos e já havia passado por suspensão anterior pelo mesmo erro. O INSS ainda pode recorrer da decisão.

5 de novembro de 2026
A decisão do TRF1 não cria um direito automático para todas as filhas de militares, mas reforça um ponto essencial: em benefícios antigos, olhar apenas para a lei atual pode não ser suficiente.
5 de novembro de 2026
O caso decidido pela Justiça não significa que todos terão o mesmo resultado, mas demonstra como uma trajetória profissional aparentemente esquecida pode ter relevância quando existem provas suficientes.
5 de novembro de 2026
Nem todo desconto significa fraude. Pode existir um contrato regularmente realizado.
5 de novembro de 2026
Se você possui osteoporose, sofreu fraturas, convive com dores ou passou a ter dificuldades para trabalhar, pode ser importante analisar não apenas o diagnóstico
23 de outubro de 2026
Quem passa boa parte da vida trabalhando em ambientes industriais pode estar exposto a ruídos intensos, fumos metálicos, solventes e outras substâncias prejudiciais à saúde.
23 de outubro de 2026
Pagamento será destinado aos beneficiários que começaram a receber aposentadorias, pensões e outros benefícios previdenciários a partir de maio de 2026 e ficaram de fora da antecipação do primeiro semestre.
23 de outubro de 2026
Uma proposta em tramitação na Câmara dos Deputados pode mudar significativamente o valor da aposentadoria por incapacidade permanente, benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) destinado aos trabalhadores que não podem mais exercer suas atividades profissionais e não têm possibilidade de reabilitação para
16 de outubro de 2026
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registrou uma redução na fila de pedidos de benefícios previdenciários e assistenciais em setembro de 2026.
16 de outubro de 2026
Mulheres que precisam se afastar do trabalho em razão de violência doméstica já podem solicitar um benefício específico pelo Meu INSS.
16 de outubro de 2026
O outubro Rosa chama a atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, mas também abre espaço para uma discussão importante: os direitos das mulheres que enfrentam a doença.