Idosos enfrentam mais falhas no reconhecimento facial usado pelo INSS
Adriane Bramante explica prova de vida INSS

Patrícia Steffanello | Assessoria de Comunicação

Imagem: Pixabay

Pessoas idosas podem ter mais dificuldade para passar por sistemas de reconhecimento facial, tecnologia usada em serviços digitais como o Meu INSS e o Gov.br. Segundo estudo do NIST, instituto dos Estados Unidos que atua em padrões e tecnologia, a taxa de falhas pode subir de cerca de 1% em pessoas na faixa dos 20 anos para até 5% em usuários com 70 anos ou mais.


Na prática, isso significa que alguns sistemas podem errar até cinco vezes mais quando analisam o rosto de pessoas idosas.


O problema ajuda a explicar relatos de aposentados e pensionistas que não conseguem acessar aplicativos, validar a identidade digital ou concluir procedimentos online. Em alguns casos, o sistema simplesmente não reconhece o usuário. Em outros, pode confundir uma pessoa com outra, situação conhecida como falso positivo.

Esse tipo de erro preocupa porque pode impedir o acesso a serviços essenciais ou, em situações mais graves, comprometer a segurança da conta do beneficiário.


No Brasil, o reconhecimento facial passou a ser usado em procedimentos como a prova de vida digital do INSS. A ferramenta permite que beneficiários comprovem que estão vivos sem precisar ir presencialmente a uma agência. Apesar da facilidade, a tecnologia nem sempre funciona bem para todos os públicos.


Quando o beneficiário não consegue fazer a validação pelo aplicativo, o INSS orienta que sejam buscadas alternativas pelos canais oficiais. Pessoas sem condições de comparecer presencialmente podem indicar um procurador ou solicitar a visita de um servidor do instituto para fazer a comprovação de vida.


Especialistas alertam que a tecnologia deve ser usada com cautela, principalmente quando envolve idosos, pessoas com dificuldade de acesso digital ou beneficiários que dependem do pagamento para despesas básicas.


A orientação para quem tiver problemas com reconhecimento facial é registrar a tentativa, procurar os canais oficiais do INSS e, se houver suspensão ou bloqueio indevido do benefício, buscar orientação especializada.

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