
Texto: Patrícia Steffanello / Assessoria de Comunicação
Imagem: Divulgação / Gemini
O Plenário do Senado Federal aprovou, por unanimidade, o projeto de lei que estabelece o caráter por tempo indeterminado dos laudos médicos que atestam o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A decisão representa o fim de uma barreira histórica para milhares de famílias brasileiras que, periodicamente, eram obrigadas a submeter crianças e adultos a novos processos de diagnóstico apenas para cumprir requisitos burocráticos de validade documental.
A nova legislação fundamenta-se na natureza clínica do autismo: uma condição neurobiológica permanente que acompanha o indivíduo ao longo de todo o ciclo vital. Até então, órgãos públicos e planos de saúde exigiam laudos com datas recentes (geralmente entre 6 e 12 meses) para a manutenção de direitos como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), acompanhamento escolar especializado e isenções tributárias.
Essa exigência gerava um gargalo no Sistema Único de Saúde (SUS), ocupando vagas de especialistas apenas para a emissão de "vias atualizadas" de diagnósticos já consolidados.
O impacto socioeconômico da medida é profundo. Para as famílias de baixa renda, a extinção da necessidade de novos laudos significa economia com deslocamentos e a garantia de que benefícios essenciais não serão suspensos por questões meramente administrativas.
Para o Estado, a medida promove a eficiência administrativa e libera a rede de neurologia e psiquiatria para novos diagnósticos e intervenções terapêuticas imediatas. O projeto segue agora para sanção presidencial, sendo visto como um dos maiores avanços na legislação inclusiva do país na última década, alinhando o Brasil às melhores práticas internacionais de direitos das pessoas com deficiência.















